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Volta com força de financiamentos amplia o otimismo do mercado em 2023

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A retomada dos financiamentos imobiliários mais longos e dos programas habitacionais do governo federal e dos Estados será o principal motor de um setor que acumula bons resultados desde 2021, apesar da pandemia de covid-19. Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) projetou crescimento de cerca de 5% para o setor em 2022 e ao mens o mesmo índice para 2023.

A retomada dos financiamentos imobiliários mais longos e dos programas habitacionais do governo federal e dos Estados será o principal motor de um setor que acumula bons resultados desde 2021, apesar da pandemia de covid-19.

 Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) projetou crescimento de cerca de 5% para o setor em 2022, o que se confirmou, e ao menos o mesmo índice para 2023.


A demanda por moradias continuará elevada e muitos especialistas apostam em queda taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 13,75%. As pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos partidos políticos fizeram o presidente do Banco Central, Roberto Campos neto, admitir que existe a chance de os índices serem reduzidos neste ano.
 
Com isso, o otimismo é grande e o mercado imobiliário deve seguir como grande impulsionador da roda econômica do Brasil. A tendência é que os potenciais clientes de imóveis se sintam mais estimulados a bater o martelo da aquisição.

Do lado da oferta, incorporadoras têm terrenos para lançar projetos do econômico ao luxo, conforme o perfil de cada uma, e disposição para voltar a comprar áreas a partir de quando for possível vislumbrar a retomada da trajetória de corte dos juros e a melhora mais expressiva dos indicadores de emprego e desemprego.

Em uma pesquisa desenvolvida pela Brain Inteligência Estratégica e Abrainc, 82% das construtoras e incorporadoras elegeram como maior vilão de 2022 o custo dos materiais de construção. Entretanto, 62% dos participantes acreditam que em 2023 o mercado estará melhor que agora.
Juros do Financiamento imobiliário

Na prática, quem contratar crédito habitacional, a partir de meados do próximo ano, deverá conseguir custo de financiamento inferior ao atual.

Mesmo com a inflação considerada alta, acima do teto da meta, o país puxou a fila dos aumentos de juros para controlar o dragão inflacionário, entre as grandes economias mundiais, a ponto de começar a interromper as altas, enquanto Estados Unidos e União Europeia ainda não podem se dar ao luxo de fazer o mesmo. A maioria dos analistas espera que os juros americanos tenham alta de 0,75 ponto percentual em novembro. 
 
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) foi de 0,76% em fevereiro e ficou 0,21 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de janeiro (0,55%). O acumulado nos últimos 12 meses é 5,63%. O IPCA é o índice oficial que calcula a inflação no Brasil.

Outro levantamento, também englobado no material “Tendências para o Mercado Imobiliário”, buscou ouvir as percepções dos consumidores a respeito da intenção de compra de imóveis e da relação das pessoas com o imóvel. 
 
Foram ouvidos 850 entrevistados de todas as regiões do país. 85% dos consumidores que adquiriram imóveis nos últimos 12 meses, compraram unidades residenciais (69% para moradia e 16% para segunda residência ou imóvel de lazer).

Em evento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras) em São Paulo no ano passado, o presidente da entidade, Luiz França, afirmou que tanto os imóveis populares como os de alto e médio padrão tiveram bons resultados e a expectativa para o ano que vem é boa.

"O setor imobiliário é um grande motor para o crescimento do país e para geração de empregos. (…) O Brasil hoje se destaca com relação aos outros países do mundo. Nós pudemos ter uma política de aumentar a taxa de juros antes dos próximos países, ou seja, nós estamos com uma inflação controlada comparado com outros países do mundo", avaliou França.