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Confiança do mercado aumenta, e a corretores apontam bom momento para os negócios

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A orientação dos especialistas neste momento é a seguinte: são boas as oportunidades no momento para investir no setor imobiliário

Os dados ainda não estão consolidados, mas o mercado imobiliário redobra o otimismo com o desempenho do setor no primeiro trimestre de 2023. 
 
A percepção geral, especialmente em São Paulo, é de que as vendas de unidades cresceram, assim como a intenção geral de compra e a de investimentos em novos lançamentos.


A animação é tanta que a orientação dos especialistas neste momento é a seguinte: quem procura investir no setor imobiliário em 2023 encontra nesse mercado nível de risco praticamente nulo, pois é um investimento em patrimônio sólido.

 
Além disso, é formado por um bem que não muda de lugar, pode ser identificado com muita facilidade e tende a se valorizar ao longo do tempo e as chances desse patrimônio crescer é ainda mais evidente.

Todos estes benefícios – segurança, durabilidade, rentabilidade e valorização estão aliados à liquidez, já que o dinheiro aplicado em um imóvel retorna ao investidor: tanto em aluguéis, como na venda.

Alguns analistas já vinham apontando a a melhora nas condições do mercado imobiliário a partir do último trimestre de 2022, impulsionadas principalmente pela demanda em alta, resultado da recuperação da renda e aumento da taxa de ocupação. Essa foi a análise do Radar Abrainc-Fipe, que mede as percepções do mercado, e registrou a melhor pontuação desde março de 2015.

O estudo indicou que as perspectivas para 2023 são positivas, apesar da taxa de juros em patamares elevados continuar sendo um fator que afeta negativamente as concessões, condições e atratividade do financiamento. E, ao que tudo indica, as tendências estão se confirmando.

No campo positivo, o levantamento destaca, além dos fatores relativos à demanda, o ambiente setorial, com elevação real dos preços dos imóveis residenciais, e o ambiente macro, com aumento da atividade econômica e da confiança no país.

O sentimento de otimismo também foi captado por levantamento da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
 
O levantamento está baseado em entrevistas com 356 empresários do setor imobiliário para saber quais as percepções para o mercado em 2023. 
 
Cerca de 62% dos entrevistados acreditam que este ano estará um pouco ou muito melhor do que em 2022. Além disso, 55% avaliaram que as vendas de 2022 estiveram de acordo ou acima das metas previstas no início do ano.

Em relação ao tipo de imóvel comprado versus o desejado, 47% pretendem comprar apartamento, porém, 38% realizam efetivamente.

Segundo o levantamento, o motivo de compra do imóvel passou a uso próprio para 75% dos entrevistados e 25% como investimento. Além disso, 31% dos entrevistados desejam adquirir um novo imóvel, enquanto outros 4% já iniciaram as visitas a imóveis e stands de vendas, e 7% estão realizando buscas pela internet. Outros 20% estão somente com a ideia e não começaram a procurar.

Para Marcos Saceanu, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), o otimismo em relação a 2023 também está relacionado a um início de ano com cenário mais estável em comparação a janeiro de 2022. 
 
Ele lembra que os primeiros meses do ano passado foram marcados pelas perspectivas de uma guerra entre Rússia e Ucrânia, gerando incertezas no cenário internacional. 
 
No Brasil, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais deixaram o ano mais curto e com grande instabilidade política, devido à polarização, além de um cenário de juros altos com a inflação também elevada.

“Neste começo de 2023 temos um cenário em que a guerra já precificou as relações na Europa, as pressões inflacionárias estão bem mais calmas, não tem eleições. e apontam para uma trajetória descendente”, afirma.

A melhora do cenário macroeconômico é importante porque gera maior confiança no futuro, um fator fundamental para decisões de longo prazo, como a compra de um imóvel, cujo financiamento pode levar até 35 anos.
 
Segundo Saceanu, esse movimento de revisão do jeito de morar que se iniciou com a pandemia ainda não se esgotou, e continuará tendo reflexos em 2023.

“Isso gerou uma reflexão familiar que pode levar a uma decisão de compra mais à frente, até porque pode ser que as pessoas não estivessem preparadas para comprar um imóvel antes, mas estejam agora. A questão do desemprego, por exemplo, é importante, e é um fator que adia a decisão de compra”, justifica.

Outro ponto favorável deste ano, segundo o presidente da Ademi-RJ, é a “safra de projetos”, o que também pode acelerar decisões. 
 
De acordo com Saceanu, há lançamentos previstos em todas as categorias, desde unidades menores até super luxo, com variedades de produtos para todos os clientes, independentemente da faixa de renda. Isso demonstra confiança do mercado em um movimento de aquecimento de vendas e também na estabilização dos preços.
 
Fontes: Secovi-SP, Abrainc, Portal Loft